Brasil recebe convite para entrar na Opep+ e ministro indica que país deve aderir ao grupo.

Após notícias sobre o convite para que o Brasil passe a integrar o grupo de países produtores de petróleo conhecido como Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quinta-feira (30) durante um encontro com membros da organização que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “confirmou nossa carta de cooperação” com o grupo de países produtores de petróleo a partir de janeiro de 2024.

Os ministros do petróleo da organização anunciaram assim que o Brasil se juntará ao seu bloco petrolífero em janeiro, trazendo para a sua aliança um dos produtores de petróleo de crescimento mais rápido do mundo.

Procurado, o Palácio do Planalto disse por meio de sua assessoria de imprensa que o Brasil foi convidado a integrar a Opep+ durante viagem do presidente Lula à Arábia Saudita, mas acrescentou que o governo brasileiro ainda analisa o tema.

Especulações sobre o tema

No início do mês, o secretário-geral da OPEP, HE Haitham al-Ghais, disse na Argus European Crude Conference que a porta da Opep estaria aberta caso o Brasil desejasse se juntar ao grupo.

“Hoje o Brasil se tornou um dos maiores exportadores e parou de comprar petróleo. Portanto, a porta está aberta”, disse al-Ghais.

Para a Opep, faz sentido trazer o Brasil para o grupo, com a sua produção de petróleo e gás tendo registrado níveis recordes em julho de 4,48 milhões de barris de óleo equivalente (boe)/dia.

A produção de petróleo cresceu 18,6% ano a ano, segundo dados da ANP, atingindo 3,51 milhões de bpd. Segundo a Wood Mackenzie, espera-se que as empresas petrolíferas privadas do Brasil aumentem a produção em 75% até 2030. Além disso, espera-se que a estatal Petrobras aumente a produção em 81% dentro do mesmo prazo.

A rápida ascensão do Brasil na indústria petrolífera para se tornar um exportador significativo não seria apenas importante para a Opep, como a sua não-adesão poderia representar uma ameaça para o grupo, com os principais produtores compensando parte do poder da Opep para manter os mercados petrolíferos em equilíbrio.

Contudo, havia algumas reticências em anos anteriores sobre os possíveis benefícios da adesão do Brasil ao grupo, uma vez que envolveria possíveis restrições de produção. Por outro lado, a adesão tornaria mais fácil um controle do mercado – e o Brasil passaria então a fazer parte desse grupo fortalecido.

Fonte: Infomoney com agência Reuters

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