Aumento do IOF em 2025 gera reação no mercado e críticas ao impacto sobre investimentos
O Brasil agitou-se neste 22 de maio de 2025 com a publicação do Decreto nº 12.466, que promoveu significativas alterações nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida, segundo o governo, visa reforçar a arrecadação federal diante das dificuldades fiscais enfrentadas, mas provocou reações imediatas de diversos setores econômicos e do Congresso Nacional. No dia seguinte, 23 de maio, o Ministério da Fazenda anunciou ajustes pontuais por meio de um novo decreto, após forte repercussão negativa. As principais mudanças incluem a elevação do sobre operações de crédito para pessoas jurídicas (0,95% fixa + 0,0082% ao dia), cartões internacionais (3,5%) e planos de previdência tipo VGBL, que passam a ter alíquota de 5% sobre aportes mensais acima de R$ 50 mil. O decreto original também previa aumento de 0,38% para 1,1% sobre remessas e recebimentos internacionais — medida parcialmente revertida.
Impacto no mercado e na previsibilidade econômica
As críticas não vêm apenas do setor financeiro. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) também alertaram para o risco de encarecimento do crédito. A análise da XP Investimentos aponta que o novo pacote pode ter efeito equivalente a um aumento de 25 a 50 pontos-base na taxa Selic.
Apesar do recuo parcial, o governo manteve a alíquota de 1,1% para remessas de pessoas físicas ao exterior e justificou a medida como forma de “equalizar discrepâncias tributárias”. O ministro Haddad garantiu que operações como importações, exportações e remessa de lucros continuam isentas.
FONTE: Fonte: WSCOM NOTÍCIAS
