Salário mínimo de 2026 será de R$ 1.631, com aumento de 7,44%
Valor está previsto no Orçamento do ano que vem, enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso
O Congresso Nacional recebeu nesta sexta-feira (29) o projeto da Lei Orçamentária de 2026 (PLN 15/25), que prevê um salário mínimo de R$ 1.631– um aumento de 7,44% em relação ao atual, de R$ 1.518. O texto será encaminhado para a Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, será votado pelo Plenário do Congresso Nacional.
Como anunciado anteriormente, o governo pretende economizar receitas de impostos para reduzir a dívida pública num montante de 0,25% do Produto Interno Bruto, ou R$ 34,3 bilhões. Para 2025, a meta é ter déficit zero.
As despesas primárias terão um aumento em torno de R$ 168 bilhões, o que admite um crescimento acima da inflação de 2,5%. O total será de R$ 3,2 trilhões, sendo que R$ 2,4 trilhões estão sujeitos ao limite do arcabouço fiscal.
A maior parte do aumento das despesas será consumida pelos gastos obrigatórios, principalmente a previdência social. As despesas que não são obrigatórias correspondem a apenas 7,6% do total dos gastos.
O Orçamento total tem um valor de R$ 6,5 trilhões; mas, neste total, além das despesas primárias, que são as relativas à manutenção da máquina pública e investimentos; estão as despesas com a rolagem da dívida pública.
O governo informou que está cumprindo os principais pisos orçamentários, destinando R$ 245,5 bilhões para a saúde, R$ 133,7 bilhões para a educação, R$ 83 bilhões para investimentos, R$ 70 bilhões para o Fundeb, o Fundo de Manutenção da Educação Básica, e R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares impositivas.
Orçamento de 2026
(Projeto de lei orçamentária)
| Principais números | |
| Salário mínimo | R$ 1.631,00 |
| Superávit entre receitas e despesas | R$ 34,3 bilhões |
| Pisos de despesas | |
| a) saúde | R$ 245,5 bilhões |
| b) educação | R$ 133,7 bilhões |
| c) investimentos | R$ 83 bilhões |
| Orçamento total | R$ 6,53 trilhões |
| a) dívida pública | R$ 3,13 trilhões |
| b) custeio e investimentos | R$ 3,2 trilhões |
| c) estatais | R$ 198 bilhões |
| Parâmetros macroeconômicos | |
| Crescimento do PIB | 2,44% |
| IPCA | 3,60% |
| Taxa de juros básica | 13,11% |
| Taxa de câmbio média | R$ 5,76 |
| Massa salarial | 10,51% |
| Resultado das contas | |
| Receita total | R$ 3,185 trilhões |
| Transferências estados e municípios | R$ 608,4 bilhões |
| Despesas | R$ 2,6 trilhões |
| a)obrigatórias | R$ 2,373 trilhões |
| b)discricionárias | R$ 227 bilhões |
| Resultado | déficit de R$ 23,2 bilhões |
| Resultado ajustado* | superávit de R$ 34,5 bilhões |
| *redução de despesas que não entram no cálculo | |
| Receitas extras | |
| Redução de benefícios fiscais | R$ 19,8 bilhões |
| Renegociação de débitos tributários | R$ 20 bilhões |
| Impactos da MP 1.303 | R$ 21 bilhões |
| leilões de petróleo | R$ 31 bilhões |
| dividendos estatais | R$ 54 bilhões |
Fonte: Portal Camara dos Deputados
